Ameaças. Autoridade de aviação dos EUA propõe restrições junto à residência de Trump

Ameaças. Autoridade de aviação dos EUA propõe restrições junto à residência de Trump

A medida foi solicitada pelos Serviços Secretos norte-americanos que invocam informações de inteligência sobre ameaças à segurança do Presidente dos EUA.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
A proximidade da residência de Trump, em Mar-a-Lago, e o aeroporto leva autoridades a aplicar regras no espaço aéreo. Scott Olson / Getty Images via AFP

A Administração Federal de Aviação (FAA) anunciou esta terça-feira a proposta de aplicar regras especiais para os voos que surjam nas proximidades da propriedade de Trump, situada junto ao Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump, em Palm Beach, na Florida.

A proposta prevê restrições num raio de uma milha náutica, cerca de 1,85 quilómetros, em redor da residência e até uma altitude de 2.000 pés, aproximadamente 610 metros.

A iniciativa partiu dos Serviços Secretos dos EUA que pediram à autoridade de aviação norte-americana a criação das limitações com base em informações de inteligência relativas a ameaças, que não foram divulgadas

Segundo a FAA, os Serviços Secretos consideram que as novas regras "aumentariam consideravelmente a capacidade de mitigar os riscos persistentes representados por aeronaves não autorizadas e sistemas de aeronaves não tripuladas”.

A preocupação com o espaço aéreo em redor da residência presidencial não é, contudo, uma novidade. 

A FAA já mantém restrições semelhantes junto de sete residências presidenciais e vice-presidenciais nos Estados Unidos. 
A mais recente foi criada em 2001, nas proximidades de Crawford, no Texas, onde o então Presidente George W. Bush tinha o rancho. As limitações continuam em vigor, embora os seus limites tenham sido reduzidos em 2010.
Um aeroporto a poucos quilómetros da residência de Trump
A particularidade de Palm Beach está na proximidade entre a residência do Presidente dos EUA, em Mar-a-Lago, e o aeroporto. 

Por isso, as novas regras terão de conciliar a proteção da residência de Trump com o funcionamento normal da infraestrutura aeroportuária.

A FAA prevê, assim, uma exceção para os aviões comerciais. As aeronaves poderão entrar no espaço aéreo abrangido pelas restrições, desde que cumpram as regras estabelecidas. 

Sem esta possibilidade, a pista principal do aeroporto ficaria "praticamente inutilizável", segundo a informação divulgada pela agência.

Também poderão entrar aeronaves utilizadas em operações de emergência, salvamento e aplicação da lei. Nestes casos, os pilotos terão de manter comunicação por rádio com o controlo de tráfego aéreo e obter autorização para entrar no espaço aéreo restringido.
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